A Mortificação Contínua Do Pecado
Silvio Dutra
Publicado por Clube de Autores

O pecado sempre resistirá enquanto nós estivermos neste mundo; então sempre deve ser mortificado.
As disputas vãs, tolas, e ignorantes de homens sobre a possibilidade de guardar perfeitamente os mandamentos de Deus, nesta vida, de ser completa e perfeitamente morto para o pecado, não serão abordadas agora.
Mas podemos dizer que estes inventaram uma justiça nova que o evangelho não conhece.
Este modo de pensar procede do desconhecimento da diferença entre a morte completa do velho homem pelo ato legal conquistado por Cristo na cruz, e a forma de efetivação deste ato legalmente conquistado.
“Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas vou prosseguindo, para ver se poderei alcançar aquilo para o que fui também alcançado por Cristo Jesus.”
(Fp 3.12). “Por isso não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se renova de dia em dia.”
(II Cor 4.16).
Ora, se o homem interior está se renovando dia a dia, isto denota que este trabalho de mortificar o pecado é também progressivo, porque esta renovação depende principalmente disto.
Não pode haver revestimento de Cristo, se não há despojamento da carne.