Retratos do Mundo Flutuante
PEDRO BRAGA
Publicado por Escrytos|Ed. Autor

A presente história se passa em uma comunidade de imigrantes japoneses e descendentes em uma pequena cidade de São Paulo.
A trama é construída tendo como fio condutor a arte figurativa japonesa, sobretudo a obra de Katsushika Hokusai, e aí principalmente A Grande Onda de Kanagawa, objeto de reflexões do narrador.
Referências são feitas a outros aspectos da cultura japonesa, como "o caminho da escrita", o miai (casamento arranjado), ainda remanescente, à poetisa Ono no Komachi, bem assim a fatos históricos ocorridos no seio da colônia no pós-guerra.
É um romance repleto de sentimento e de dor.
Não aquela dor lancinante, de morte.
É uma dor de vazio, que não mata, mas nos faz deixar de viver na sua plenitude.
Dor discretamente suportada, algo abafada, captada por ouvidos tão sensíveis do narrador, que a percebe de modo tão suave, cheio de sutilezas, que o sofrimento recebe uma aura de dignidade Trata-se, enfim, de uma história de amor não correspondido, ruptura com a tradição, esperanças frustradas e solidão.