H. P. Lovecraft
H.P.
Lovecraft explora como ninguém o incompreensível, o lado obscuro da mente humana, através de sua vivacidade imaginativa, envolvendo suas personagens em sombras, sonhos e pesadelos.
Nesse lugar que materializa o terror, ele convida o leitor para a experiência limite de adentrar em mundos desconhecidos, transformando esse devaneio, que lembra nossos pesadelos mais terríveis num passeio onde a realidade é trocada pelo desvario e a vida humana cede ao delírio do sobrenatural.
Esses mundos sombrios e subterrâneos são habitados por estranhos seres que desde eras imemoriais coexistem com a ilusória tranquilidade da superfície, assaltando, de tanto em tanto, o cotidiano.
Seres de um passado mítico, passageiros de um tempo indefinido a procura do autoconhecimento, da imortalidade e do poder divino.
Na obra de Lovecraft o mundo é um lugar terrível, onde a humanidade surgiu por acaso, graças a um breve período de sono das poderosas forças ancestrais que observam e esperam o momento para despertar e dar fim a ela.
E aquele que se aventurar a perturbar estas forças, pagará um alto preço com a vida ou a sensatez.
Os elementos que constituem a rara arquitetura de H.P.
Lovecraft estão presentes nos contos de A cor que caiu do céu.
Acontecimentos aparentemente inverossímeis, mas sem dar lugar ao acaso, fazem o leitor transitar trilhas obscuras, onde o inominável faz sua aparição, pondo a perder toda e qualquer ilusão de segurança.
Os contos encerram estranhas sensações, prendendo o leitor que, fascinado e devorado pelo pavor que se desprende destas páginas, luta com as personagens na corda bamba da sanidade.
Seus mitos expressam a grandeza e o terror imemorial do universo, e ele conseguiu traduzir em linguagem e emoção as criações mais estranhas, mais aberrantes e simbólicas da imaginação ocidental.