A 'Caixa José Saramago' apresenta os seguintes títulos do escritor - Em 'Jangada de pedra', os Pirineus se racham e a Península Ibérica se desgarra da Europa.
Transformada em ilha, Jangada de Pedra navega à deriva pelo Oceano Atlântico.
A esse acidente geológico somam-se outros insólitos que unem os quatro personagens principais do romance numa viagem apocalíptica e utópica pelos caminhos da linguagem e, através desta, da arte e da cultura peninsulares.
'A caverna', lançado simultaneamente no Brasil e em Portugal, é uma apresentação do mundo capitalista e tecnológico.
Inspirado em um mito platônico, o livro conta a história de gente simples - um oleiro, um guarda, duas mulheres e um cão muito humano.
Juntos, eles encontram a lucidez em um mundo onde os prisioneiros da modernidade, iludidos, confundem as sombras com o real.
Na obra - 'Viagem do elefante', a narrativa se baseia na viagem de um elefante chamado Salomão, que no século XVI cruzou metade da Europa, de Lisboa a Viena, por extravagâncias de um rei e um arquiduque.
Dom João III, rei de Portugal e Algarves, casado com Dona Catarina d'Áustria, resolveu oferecer ao arquiduque austríaco Maximiliano II, genro do imperador Carlos V, nada menos que um elefante.
Esse fato histórico é o ponto de partida para José Saramago criar uma ficção em que se encontram pelos caminhos da Europa personagens reais de sangue azul, chefes de exército que quase vão às vias de fato e padres que querem exorcizar Salomão ou lhe pedir um milagre.
Em 'Ensaio sobre a lucidez', num país imaginário, um fenômeno eleitoral inusitado detona uma séria crise política; ao término das apurações, descobre-se um espantoso número de votos em branco - uma 'epidemia branca' que remete ao 'Ensaio sobre a cegueira' (1995), do mesmo autor.
Neste romance, José Saramago faz uma alegoria sobre a fragilidade do sistema político e das instituições que nos governam.
'História do cerco de Lisboa' - A história da tomada de Lisboa aos mouros no ano de 1147 e a crônica de um inesperado encontro amoroso na Lisboa de hoje - duas narrativas pretendem fazer deste livro uma meditação sobre a natureza e as relações entre a ficção e a história, o vivido e o narrado.
Saramago explora neste livro as possibilidades do romance enquanto meio de recriar o passado e o presente.