ARISTÓTELES NOS MANUAIS DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO
ALESSANDRO BARRETA GARCIA
Publicado por Clube de Autores

No pensamento crítico da Filosofia Clássica, entre os séculos V e IV a.C, Sócrates, Platão e Aristóteles distanciavam-se dos pensamentos constitutivos do cosmo, preocupando-se mais com a formação do homem e com a formação de suas virtudes.
As filosofias críticas, nascentes no período clássico, apresentam-nos uma maior reflexão, propondo, a partir de cada filósofo, sugerir uma explicação diferente de educação.
Lendo e interpretando alguns dos manuais de história da educação percebe-se uma ausência do que denominamos de sistema educacional de Aristóteles.
Esta ausência cria certa inquietação, que nos persegue repetidas vezes.
Entende-se por sistema, o conjunto de elementos entre os quais haja alguma relação ou a disposição das partes ou dos elementos de um todo, coordenados entre si, e que formam estrutura organizada (FERREIRA, 2008).
Neste sentido, entendemos como sistema educacional de Aristóteles uma teoria que explica a disposição das partes ou elementos de um todo relacionados às questões de educação da época.
É possível observarmos que ao longo do tempo as pesquisas em educação valorizaram demais as proposições e teorias em educação de alguns filósofos em relação a outros.
Colaborando com esta colocação, Hourdakis (1998) indica que Aristóteles deve ser revisitado como um educador e não merece ser desvalorizado quando comparado a Platão e Isócrates.