O crime do restaurante chinês
Boris Fausto
Em 'O crime do restaurante chinês', o historiador Boris Fausto recorre aos arquivos da história e da memória pessoal para narrar e analisar um dos acontecimentos policiais, que segundo ele, mais mobilizou a opinião pública.
Ele era um menino quando, logo depois de um carnaval de rua, a cidade não falava de outra coisa - um homem era acusado de matar o ex-patrão e mais três pessoas com golpes de pilão.
O enredo lhe serve de mote para discutir vários temas, um deles é a relação entre migrantes, imigrantes e trabalhadores marginalizados.
Outro é a aplicação judicial e policial de doutrinas racistas, que então recebiam o endosso de cientistas e ajudaram a incriminar um jovem do interior, ex-empregado do restaurante.
Fausto comenta também o declínio do carnaval de rua paulistano e a comoção futebolística que tomou conta da cidade com a participação da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1938.