“Filomena Borges” traz para o leitor uma história narrada em terceira pessoa em que João Touro, o Borges, um homem de 40 anos, contrai núpcias com Filomena.
O mestre-de-obras, que possuí também vários negócios na Corte, na noite de núpcias vai dormir no sofá, uma vez que a esposa não permite que ele consume o matrimônio.
Para que ela lhe conceda alguns simples beijos, Borges tem que tomar ares de aristocrata.
Sendo assim, ele é obrigado a tornar-se, praticamente, um dândi.
O homem que nunca esteve acostumado às roupas, às danças e à etiqueta passa a ter que dar bailes em casa em suma, tem que renegar todo o seu passado como um bom comerciante, um burguês.
As coisas ficam mais desgostosas para Borges, quando Filomena decide viajar para Europa.
O marido, apaixonado pela esposa, acompanha-a.
Desse modo, o narrador conduz o leitor por diversos países do velho continente.
No local, Filomena, leitora de romances e poemas, sente-se desgostosa em ver que a França, as cidades italianas etc., não eram aquilo tudo que ela imaginava.
Mesmo assim, seguindo as idéias dos enredos romanescos aos quais ela estava habituada a ler, Filomena coloca o esposo em situações no mínimo inusitadas.
O pobre Borges, tem que, por exemplo, num dos capítulos rapta-la, na Espanha, duma casa.
O rapto, logicamente, planejado por Filomena.
Depois das aventuras na Europa, o casal retorna.
Porém, as exigências da esposa tornam-se, cada vez, mais extravagantes.
Devido a isso, os negócios de Borges vão à bancarrota.
A partir daí, o casal parte para mais aventuras para tentar recuperar o dinheiro.