Coletânea de poesias marcadas pelo estilo arcádico, publicada durante o segundo exílio de Almeida Garrett, reunindo a sua produção poética da juventude e alguns poemas mais recentes ("A guerra civil", "O exílio", "A lira do proscrito").
A obra sai com um interessante prefácio, onde o narrador encena um encontro com o poeta João Mínimo, suposto autor das poesias insertas no livro, o qual profere, por palavras suas, o "credo poético nacional" do próprio Garrett: "Eu fiz muito verso, muito verso mau, alguns sofríveis.
Tenho queimado milhares, ainda aí tenho muitos.
Mas fiz sempre por fugir do vício das escolas: nem sempre o consegui; geralmente é coisa que detesto.
Que quer dizer Horacianos, Filintistas, Elmanistas, e agora ultimamente Clássicos, Românticos?
Quer dizer tolice e asneira sistemática debaixo de diversos nomes.
[...] Se o meu assunto é clássico, se o talho e adorno no género grego ou romano, se invoco sua elegante mitologia, porque não hei de ser eu clássico, porque não hei de afinar a minha lira pela dos sublimes cantores que tão estremados a tocaram?
Mas se escolho assunto moderno, nacional, que precisa um maravilhoso nacional, moderno, se em vez da lira dos vates, tomo o alaúde do menestrel ou a harpa do bardo, como posso então deixar de ser romântico?"