"Ele examina antes de tudo a mercadoria e sua formação, pois o capitalismo continua a ser, mesmo em sua fase amplamente financeirizada, um modo de produção de mercadorias", explica o sociólogo.
José Arthur Giannotti realça em sua apresentação que a obra de Marx nunca perdeu seu interesse e sua relevância, a despeito das idas e vindas das modas atuais do pensar e dos novos paradigmas em que a ciência econômica se alicerça.
Como explicar essa permanência?
"Parece-me que isso ocorre porque ela é mais do que um texto científico.
Ao salientar a especificidade das relações fetichizadas do capital, a análise retoma a antiga questão do ser social e de sua historicidade", afirma o filósofo.
E termina com um desafio: "A questão hoje em dia é mais do que teórica.