(...) Isso é cômico, mas a própria comédia já é a tragédia, na qual tudo é jogado fora e sacrificado.
Tudo ainda é século XIX: passado liberal, pré-liberal'
Mesmo diante da conversão da irracionalidade em razão dominante e em face da derrota daqueles que se sublevaram nos anos seguintes ao terceiro Napoleão - como na Comuna de Paris, em 1871 -, Marx manteve a esperança para os desesperançados.
E, como lembra Ruy Braga na orelha do livro, 'no momento em que variantes democráticas 'bonapartistas sui generis' despertam do pesadelo neoliberal na América Latina, nada melhor do que redescobrir a obra que sedimentou as bases de todo um precioso debate político e acadêmico.'A ilustração de capa, na qual Marx pisa displicentemente no retrato de Luís Napoleão, é de autoria de Gilberto Maringoni.
A publicação foi traduzida por Nélio Schneider e vem ainda acompanhada de um índice onomástico das personagens citadas no texto principal e de uma cronobiografia resumida de Marx e Engels - que contém aspectos fundamentais da vida pessoal, da militância política e da obra teórica de ambos -, com informações úteis ao leitor, iniciado ou não na obra marxiana.