Rogério Sacchi de Frontin
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Quando houve o chamado para este trabalho, não pensei que fosse uma tarefa tão difícil.
Nem tanto pela seleção de poesias que iriam compor a obra - tenho tão poucas, pelo menos, as que reputo de qualidade mínima.
Na verdade, nunca escrevi poesias para o mundo ler, diferente de meus textos em prosa, que têm gula por leitores.
Pelo poético, tento elaborar uma pretensa visão de vida, onde toda palavra segue ganhando e perdendo sentidos, assim como o tempo e o espaço o fazem ao longo de meu caminhar.
Há algo de romântico na minha escrita, pois há fúria, paixões.
Há uma racionalidade, às vezes.
Algo frio, distante, quase analítico.
Se é difícil falar do próprio trabalho, mais terrível foi selecionar as próprias imagens a serem expostas.