Rogério Sacchi de Frontin
Publicado por Independente
Curioso leitor ou curiosa leitora, Publico estas memórias sem a autorização do autor, pois quando tive acesso a elas, ele já estava morto e sem parentes sob a face da Terra.
Achei o texto impresso jogado num canto da adega do casarão que recém adquiri em Petrópolis.
Se algum familiar quiser reivindicar os direitos sobre a obra, que o faça.
Somente publiquei este livro por ser supersticioso: como não consegui interromper a leitura dos "originais", seguindo até o desfecho da narrativa desta vida sem luz, tive o pressentimento de que se não dividisse o encanto e o espanto que ela me causou, poderia ser eu e minha família vítimas do mal que se enraizou naquela gente tão simples.
Embora a história seja escrita em capítulos, a brevidade deles não os justificaria.
Sobre os títulos que nomeiam cada um, a mesma situação.
No entanto, fiz questão de não alterar nada, de ser fiel àquilo que o autor havia realizado.
As questões de estilo, também as ignorei.
O editor achou por bem atualizar o português dentro dos padrões da nova ortografia.
Confesso que, por medo, nem disso quis cuidar.
Boa leitura e, se puder, passe adiante a história.
Melhor manter o hábito iniciado por mim.
Cordialmente, O primeiro leitor.