O principal objetivo deste segundo volume sobre a filosofia Nietzschiana, é elucidar que: A pesar de o homem ter avançado nas mais variadas áreas do conhecimento, algo parece não acompanhar tal avanço, ele próprio.
Enquanto há tanta inovação tecnológica, sofisticação, evolução e progresso, o homem psicologicamente se atrofia, se estagna e se torna obsoleto para si mesmo.
Um ser “ tornando-se animal doente” , a procura de algum sentido para sua vida, se mergulhando em angustias existenciais, que o conduz a uma alienação tal que se sujeita na condição de escravo mental, um necessitado, um carente, que em seu desespero, aceita em sua vida qualquer algo que o “console” , que o “ preencha” , que lhe “ traga respostas” e “soluções”.
Então, com sua mente aleijada, precisa de uma muleta mental que o ampare, o deixe equilibrado, pois a si mesmo por si, não consegue tal equilíbrio.
O homem precisa se reconciliar com a vida real, tal como ela de fato é. Encarar o mundo do agora, viver a vida na vida, não condicionar sua existência e sua felicidade numa ilusão de encontrar um ideal que sua ansiedade constrói, e o faz necessitar para se sentir completo e realizado.
Deve desconstruir seus ídolos, ideais, utopias, crenças e entender que nada é perfeito, e trocar seu ideal pelo que é real.
O mundo autêntico impõe ao homem esta exigência: “ A única condição para ser feliz neste mundo real, está na desconstrução da ideia da felicidade ideal”