Post Scriptum
João Rosa De Castro
Publicado por Clube de Autores

Eis um livro desnecessário!
Se não fosse o afinco (ou a coragem!) do autor, não teria sido praticável escrever sobre as coisas da alma, como se cochichasse, de alma para alma, no meio do turbilhão de más notícias que o Brasil enfrenta até que Post Scriptum chegue às mãos do caro leitor.
Tudo poderia ter acontecido do começo do outono até o fim da primavera de 2007; e muito de fato aconteceu.
Enquanto isso, um crime prolongado estava sendo praticado às escuras e à revelia do papa, do príncipe e do povo: um livro estava sendo escrito: Post Scriptum, este mesmo que pesa nas tuas mãos.
Vejamos com que heroísmo ou frieza ou até cinismo (por que não?) alguém pode ter “parado” para escrever um livro inteiro no meio da parafernália e da sucata de carros e aviões.
E vejamos ainda como o leitor poderá, mais heroicamente ainda, ler, comentar, divulgar, difamar ou simplesmente amá-lo como alguém que espera o próximo livro; como alguém que "quer é mais!".
É obra escrita com a boa consciência de quem leu toda a obra nietzschiana, traduzida para o português e o inglês: um tábua rasa.
Um outsider que garante: o valor da derrota só não pode ser exaltado porque do contrário ninguém saberia o que é esta coisa chamada Vitória!
Por fim, como dizia o Machado num soneto perdido: “Ganha-se a vida, perde-se a batalha”.
Fiquemos, pois, assim: louvemos a vida caso nossa batalha esteja perdida!