Havia uma estrela de brilho radiante naquele 22 de janeiro de 1973 nos céus da cidade de Pato Branco, no Paraná.
A estrela iluminou o nascimento daquele menino e o transformou num predestinado.
Assim, aos 17 anos, no primeiro título oficial que disputou, Rogério Ceni já se sagrou campeão.
E defendeu seu primeiro pênalti.
Quando chegou ao São Paulo, só conseguiu fazer seu treino no terceiro dia, na terceira tentativa.
É improvável que outro jogador tivesse essa possibilidade.
Mas o bom jogador não é feito só de sorte.
Muito menos o ídolo.
E muito menos ainda o Mito, condição que poucos mortais atingem.
A história de Rogério Ceni é contada assim: uma estrela que ilumina, mas um homem perseverante, obcecado pelo trabalho, sempre à procura da perfeição, sempre pronto à entrega total.
É um homem de vontade férrea.
Mas ele sabe, diz e repete que vontade só não ganha jogo, não faz gols, não defende pênaltis.
É a história desse recordista de muitos números, o maior goleiro-artilheiro do mundo, quem mais vestiu a camisa do São Paulo, a história desse jogador que atingiu o nirvana reservado aos mitos, que eu e o jornalista Silvio Natacci contamos em mais esta publicação da On Line Editora.