Era uma manhã de terça-feira, 04 de janeiro de 2000, um dia maravilhoso sob o sol de Florianópolis, Santa Catarina.
Chegando à praia Mole, uma das mais badaladas da ilha, por um momento abri os braços e agradeci em voz alta: “Obrigada, Meu Deus!
Que dia, que praia, que tudo!” Pois bem, neste exato momento, olhei para o caminho de areia, de onde saía cambaleante um pequeno ser de, no máximo, 10 cm de comprimento.
Olhando-me com carinho, ele soltou um miadinho fraco.
Pensei: “Ok, entendi o recado...”.
Peguei o bichinho na mão, sem saber ao certo o que fazer.
Resolvi procurar um veterinário.
Chegando na clínica, pedi para cuidarem dela (era uma gata) e me comprometi a voltar para buscá-la dias depois, quando regressaria para São Paulo.
De volta à praia, ao encontrar dois argentinos que haviam visto o ocorrido, um deles fez uma previsão: “Esta gatinha vai te trazer muita sorte!”.
Como prometido, no dia certo, estava rumo a São Paulo com o meu presentinho.
Em homenagem àquela terra abençoada, seu nome é Catarina - Cacá para os íntimos.
Chegando a São Paulo, fui direto à veterinária de minha confiança.
Depois, levei Cacá para casa, preocupada, pois tinha um cachorro, o Pepe, e claro que, sendo ele um Skye Terrier, genioso como ele só, poderia ter problemas.
Mas que nada!
O amor entre eles foi imediato.
Como um pai carinhoso, ele a adotou e ai de mim se ralhasse com alguma traquinagem da bebezinha.
Cerca de um ano e meio depois, a paixão da família era incondicional pela Cacá e, pensando em dar uma irmãzinha para ela, trouxe para casa a Nick, a minha “neguinha”.
Sempre gostei de gatos pretos e ela é com certeza a coisinha mais meiga e tímida que existe no mundo!
Mais alguns meses e encontro na rua a Lili...
Como o Beto, meu ex-namorado, já estava completamente entregue aos encantos das minhas filhotas, achei por bem ele ter uma companheira especial também.
E lá está a Lili até hoje com ele, linda, serelepe e, principalmente, fazendo-o muito feliz.
Claro que sinto-me “mãezona” da pequena e deste posto não abro mão!
Aliás, os gatos, como todos os animais, têm este dom: além de conquistar, trazem uma aura de bons tempos sempre.
Por isso, esta edição de Bichos em Casa é mais do que especial, é um agradecimento aos felinos que tanto encantam e transformam nossas vidas.
Afinal, ler e entender um pouco sobre a história, comportamento, saúde e cuidados em geral do animal é poder ter a certeza de que o gato pode compartilhar de igual para igual com o cachorro o título de “melhor amigo do homem”.
Bem, e quanto aos argentinos, aqueles lá da praia de Florianópolis, eles estavam mais do que certos e disso eu nunca duvidei!
Pelo contrário, costumo recomendar a todos terem um felino em casa, pois o mundo merece esta sorte também!