Ao falar de Dia das Mães na Projetos Escolares Educação Infantil, procuramos sempre mostrar a importância da valorização da figura materna, seja ela a própria mãe ou alguém que a represente, como o pai, um irmão, a avó ou um vizinho.
Pensando nisso, ao escrever este editorial veio à tona a questão da linha tênue que impõe os limites da relação família/escola no que diz respeito à formação de caráter dos pequenos.
Qual o papel da escola na construção de valores da criança?
Até onde vai a função do educador?
Seria a escola um espaço para formação da identidade ou apenas para adquirir conhecimento?
Acredito que não há resposta pronta ou certa para tais questões.
Não acho que a escola deve assumir para si toda a responsabilidade pela formação da criança como pessoa e cidadã.
Afinal, como se costuma dizer, educação vem (ou deveria vir) de casa.
Também não acho que devemos nos conformar com o pensamento de que já que a criança não recebe essa base em casa – devido a ambientes violentos, maus exemplos e falta de preparo, estudo e conhecimento dos familiares – devemos confiar à escola este papel.
A palavra-chave nesse caso é a troca.
Escola e família devem trabalhar juntas pelo bem-estar, saúde e autoestima dos pequenos.
É importante que você, educador, não confunda os papéis.
Porém, também é fundamental que você tenha consciência do que representa na vida daquelas crianças.
Ao trabalhar em parceria com as famílias, você pode fazer toda a diferença na formação da identidade e do caráter dos alunos, contribuindo, assim, para um futuro no qual a educação volte a “vir de casa”.
Ainda nesta edição há a estreia de uma nova seção: o Cantinho Acadêmico, na página 34.
Neste espaço você poderá conferir, todos os meses, explicações sobre conceitos e termos da Educação que não devem ficar restritos às salas de aula das universidades ou cursos técnicos.
Relembre ou conheça esses pensamentos e aplique-os da melhor forma em sua rotina escolar.